Eu não quero saber desse tal de Compliance!

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Você sabia que a recusa alimentar pode ser um distúrbio chamado transtorno alimentar seletivo que normalmente se desenvolve na infância, quando a criança come apenas os mesmos alimentos, rejeitando todas as outras opções fora do seu padrão de aceitação, ter pouco apetite e desinteresse por alimentos novos?

Mas o que isso tem a ver com Compliance? Assim como é comum que a criança goste de comer sempre as mesmas refeições, rejeitando alimentos novos, também acontece com os empresários ao se deparar com uma nova normativa (como é o caso de Compliance), com um novo jeito de fazer negócios.

A primeira reação é a rejeição. Mas apesar de ser difícil tentar se adequar, eu vou lhe apresentar três argumentos infalíveis para ajudá-lo(a) a se adaptar a esta nova realidade:

1. Compliance é um processo sem volta. O movimento em prol da transparência, das boas-práticas é um caminho sem volta. Não há mais como fazer negócios no antigo, sem levar em consideração o combate à corrupção e ao suborno. Além do que, estar em conformidade gera reconhecimento, impulsiona a qualidade e a sustentabilidade, traz aumento de competitividade e credibilidade, melhoria no controle de fluxo de processos, redução de custos e riscos, e valorização interna e externa da organização. É justamente para nortear a condução dos negócios, proteger os interesses de seus clientes e preservar sua imagem, que as empresas devem incorporar o compliance como ferramenta estratégica indispensável.

2. Os seus consumidores são os novos reguladores. Em várias situações, os consumidores estão tomando os espaços vazios dos reguladores, prontos para denunciar até suspeitas de violações com consequências comerciais consideráveis. E tudo isso é facilitado com a utilização massiva das mídias sociais. Eles passaram a comprar/consumir de quem tem o discurso e a prática de integridade alinhados, e isso será cada vez mais forte com as novas gerações.

3. O Google® nunca esquece. Pode ter acontecido há vários anos atrás, mas em regra, ainda vai estar disponível no Google®. Todos têm direito à regeneração, à retratação, mas na maioria das vezes não vão ter direito ao esquecimento.